Hearthstone

Papo da Taverna: Itachi

Papo da Taverna: Itachi

Puxe uma cadeira e venha ouvir: está na hora do Papo da Taverna, a série feita para dar destaque a alguns membros maravilhosos da nossa bela taverna!

Dominique “Itachi” Roberts luta pela inclusão na comunidade e tem currículo em jogos competitivos. Ele veio falar sobre sua primeira vez na taverna, dar algumas dicas para treinadores de Hearthstone e discutir o desenvolvimento de inclusão na comunidade. Então puxe uma cadeira, está na hora do Papo da Taverna!

Esta entrevista foi editada para facilitar a leitura.

P: Fale um pouquinho sobre você! Como você começou a jogar Hearthstone?

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Itachi competiu em diversos torneios de cards físicos antes de se apaixonar por Hearthstone em 2014.

R: Eu sou de Birmingham, no Alabama. Cresci lá, mas hoje moro a cerca de uma hora de Nova Orleans, na Louisiana. Tenho 29 anos e trabalho com gestão de supermercado. Conheci o Hearthstone em 2014, mais ou menos na época do lançamento de Maldição de Naxxramas. Na época, eu já tinha competido em outros jogos de cards, então decidi ver qual era a pegada da Blizzard nesse gênero. Quando comecei, eu adorava jogar na Arena. Eu não tinha uma coleção muito grande, então jogava na Arena sempre que podia. Cheguei a entrar na classificação da Arena na época.

P: E depois você se interessou pelos torneios?

R: É, quando eu melhorei minha coleção, eu comecei a participar de vários torneios não oficiais de Hearthstone, como os antigos torneios da Strivewire. Joguei no Dreamhack Anheim, venci o JustSaiyan, o Killinallday e o Muzzy, até fiquei entre os 4 melhores. Participei de algumas Classificatórias da Garra Negra e venci uma delas, o que me rendeu uma vaga nos Playoffs de Inverno da Turnê do Campeonato de Hearthstone daquele ano. Foi muito maneiro.

P: Como é a sua relação atual com Hearthstone?

R: Sou treinador na Clash School, oriento nos modos Campos de Batalha e Padrão, porque jogo mais neles agora. Sou o primeiro treinador de Hearthstone que eles contrataram, e até agora está sendo ótimo. Eu também sou membro da Amber Flight Gaming, que é uma equipe competitiva que busca crescer bastante e interagir muito com a comunidade. É uma experiência fantástica participar desse grupo de pessoas apaixonadas que adoram jogar. Às vezes jogo no Livre também, mas geralmente é para pegar alguma conquista ou para dar um descanso dos meus modos principais.

P: Você tem alguma dica para quem quer ser treinador?

"Todo mundo merece sentir que pertence a algum lugar, e todo mundo deveria sentir que faz parte da comunidade."

Dominique "Itachi" Roberts

R: Quando eu estou orientando meus alunos, gosto de observá-los jogando algumas partidas para despois conversar sobre os pontos fortes e fracos de cada um. Podem ser decisões macro, micro, encerramentos ou até a mão inicial.

A minha principal dica para quem pretende ser treinador é gravar a si mesmo jogando uma partida e depois tentar apontar onde melhorar, como se observasse outro jogador. Eu gravava minhas partidas para observar alguns jogos e dizia o que deveria ou não ter feito, quais aspectos do meu jogo não estavam indo bem, quais eram as possibilidades, discutia as decisões que poderia ter tomado para mudar o resultado da partida, os pontos de percentual que poderia ter ganhado ou perdido, esse tipo de coisa. É algo que eu queria ter feito quando virei treinador! Quando você começa a avaliar essas coisas nas suas partidas, fica mais fácil avaliá-las nos jogos dos outros.

P: Quais são seus queridinhos no jogo? Card favorito, classe, expansão...?

R: Eu adoro essa pergunta! Minha expansão favorita é Salvadores de Uldum. Eu gosto dos cards que precisam de decks sem duplicatas, mas só a música já ganha meu coração! É, de longe, a música mais legal. Consigo cantar inteira.

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Itachi e sua família festiva fantasiados de personagens de Hamilton.

Falando de cards de decks sem duplicatas, o meu favorito é o [[Raza, o Acorrentado]]. As pessoas não gostam muito dele, então não falo tanto. Mas eu também adoro o [[Zéfiro, o Grande]], principalmente porque gosto de descobrir formas novas de usá-lo. Eu jogava centenas de jogos ranqueados só experimentando o Zéfiro para ver os cards oferecidos em situações específicas.

Minha classe favorita é o Ladino. Por muitos anos, talvez nos quatro primeiros, eu odiava o Ladino. Inclusive foi por causa desse ódio que eu fui tão mal nos Playoffs de Inverno! Eu devia ter usado o Ladino Ímpar na minha seleção, mas eu me recusei e preferi usar o Guerreiro Ímpar. Naquele evento, ninguém tinha decks de combo, então o Guerreiro Ímpar perdeu em todas as partidas. Mas eu cedi desde então, e agora o Ladino é de longe a minha classe favorita.

P: Você sempre está promovendo a inclusão na nossa comunidade. Você tem alguma coisa para dizer para a comunidade a respeito disso?

R: Eu diria que todo mundo merece sentir que pertence a algum lugar, e todo mundo deveria sentir que faz parte da comunidade. A melhor forma de fazer as pessoas se sentirem assim é mostrando essa inclusão. Então, queria dizer para a comunidade: “apoiem as pessoas sem olhar para as aparências”. Eu já vi pessoas serem assediadas. Pessoas que fizeram mudanças em Hearthstone, que jogavam em alto nível e se esforçavam muito para melhorar o jogo e a comunidade. Ver essas pessoas sendo tratadas assim, a ponto de não quererem mais fazer parte da comunidade, é de partir o coração. Mas, ao mesmo tempo, sei que existe gente como eu e as pessoas em que me inspiro que não tolera atitudes assim, então eu sei que a comunidade pode melhorar, e eu espero que chegue o dia em que esse seja o padrão.

P: Em quem você se inspira?

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Dragonriderdk é o CEO e fundador da Amber Flight Gaming, o diretor de transmissão e produção da Aspirant Hearthstone Series e o apresentador do podcast de Hearthstone do Doctor3.

R: Eu me inspiro em muitos desenvolvedores! Eu joguei muitos jogos sem nunca saber quem estava por trás de muitas escolhas que eles seguiam, nunca tive contato com essas pessoas e elas pareciam nunca interagir com ninguém, com exceção de algumas postagens em blogs. Todo jogo recebe reclamações da comunidade, mas, em outros jogos, essas reclamações nunca são respondidas, enquanto a equipe de Hearthstone escolhe se expor para todos poderem reclamar, parabenizar ou agradecer, e eu gosto muito dessa abertura.

E vários membros da comunidade como Dog, RidiculousHat, Dragonriderdk e praticamente todo mundo que está disposto a fazer alguma coisa, como começar uma equipe de Hearthstone ou um podcast, ou até levar os próprios valores e opiniões para as discussões da comunidade. Essas pessoas que sempre dão a cara a tapa e são o rosto da comunidade há muito tempo são especiais para mim.

P: Alguma consideração final ou salve?

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Itachi e família comemorando a Páscoa numa caça aos ovos.

R: Eu gosto bastante da nossa comunidade da Amber Flight Gaming, incluindo meus colegas de equipe DragonRider, Nejiboston, FairestBiscuit, Doctorfeesh, BitBeaker, RonMexico e Basedinc. E também tem a comunidade do Team Hearth Legends, que foi onde eu comecei a jogar Hearthstone competitivamente! É um muito divertido e ainda jogo lá toda semana, é o que me mantem afiado. Essa comunidade é incrível e eu espero que ela cresça cada vez mais.

Você pode seguir Itachi no Twitch em @Itachi_HS e assistir às lives dele em twitch.tv/Itachi_HS! O Itachi também vai ajudar a administrar um torneio dos Campos de Batalha da comunidade organizado pela sway_bae. Você pode acompanhar a live dela dia 26 de junho, às 16h (horário de Brasília)!

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